Capela do Espírito Santo dos Mareantes

Rua Cândido dos Reis, 17, 2970-724 Sesimbra
Minutos de Visita

Horário

  • 13 de julho a 19 de agosto: das 14.30 às 19 e das 21 às 23h
  • 20 de agosto a 2 de julho: das 9 às 12.30 e das 14 às 17.30h

Outra Informação


Capela do Espírito Santo dos Mareantes

Construída no século XV pela corporação dos mareantes e pescadores de Sesimbra, a Capela do Espírito Santo funcionou inicialmente como capela e hospital. Em 1755, o terramoto provocou danos consideráveis no edifício, que permaneceu encerrado até meados do século XX, altura em que reabriu como Biblioteca Municipal.

Na década de 70, foi objeto de escavações que deram a conhecer as estruturas do antigo hospital, desenhos de antigos navios nas paredes, moedas, cachimbos de argila, entre outros objetos, o que motivou a recuperação total do mesmo já no início do século XXI.

Depois das obras realizadas pela Câmara Municipal, em parceria com a Direção-geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, a Capela foi inaugurada, em 2004, como núcleo museológico, que alberga no seu interior uma valiosa coleção de arte sacra com pinturas e esculturas, da qual se destaca o quadro Nossa Senhora da Misericórdia, atribuído a Gregório Lopes, do século XVI, e que foi submetido a trabalhos de conservação e restauro entre 2014 e 2015, bem como a reconstituição museológica do antigo hospital.

Não faltam, pois, bons motivos para visitar e conhecer este importante núcleo museológico.


Hospital Medieval

Na década de 70, a Capela foi objeto de escavações que deram a conhecer as estruturas do antigo hospital medieval. Para além de moedas, cachimbos de argila, entre outros objetos, foram descobertos desenhos de antigas embarcações esboçados a negro no estuque das paredes, testemunhos de grande valor histórico e arqueológico. Todos estes achados motivaram a recuperação total do edifício já no início do século XXI, transformando-o num dos mais bem conservados da Europa.


Nossa Senhora da Misericórdia

Elaborado na primeira metade do século XVI e atribuído ao pintor Gregório Lopes, este quadro assume-se como um importante marco da arte nacional e representa um período de apogeu que também marcava o concelho.
A composição apresenta uma policromia rica, surgindo Nossa Senhora da Misericórdia ao centro sobre uma coluna assente nas virtudes eucarísticas, albergando sob o seu manto os vários setores da sociedade quinhentista, espiritual e laica.


São Sebastião

Escultura datada do século XV com influência gótica. Encontrava-se exposta numa pequena capela devocional deste santo, protetor contra as pestes e patrono das profissões castrenses, abandonadas após o século XVIII.
É uma imagem com anatomia delicada e farta cabeleira a envolver o rosto de adolescente. Tem carnação rosada e pequena boca fechada, apresentando no tronco e pernas dez orifícios onde se alojavam setas de prata.


Coroação da Virgem

Pintura a óleo sobre tela pintada elaborada entre 1615-1619 sob o signo da escola portuguesa. É atribuída a Amaro do Vale, que a terá elaborado para uma igreja de Lisboa.
Porém, em 1878-1879 é trazida para a Igreja de Nossa Senhora da Consolação do Castelo.
Demonstra influências italianas, centrando-se o painel na imagem da Virgem envolvida pelas três figuras da santíssima trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, por sobre um plano inferior de delicados anjos.


Visita autónoma

Exposição de arte sacra entre 10m. a 15m.; Hospital medieval cerca de 10m.

Visita acompanhada


Plano de Visita

  • 1

    Acolhimento, introdução e contextualização histórica do edifício

  • 2

    Visita à exposição de arte sacra incidindo em algumas das obras mais importantes, nomeadamente Gregório Lopes, Mestres da Lourinhã, Diogo Pires “o Velho”, Amaro do Vale e as obras de Francisco Henriques e Geraldo Fernandes do Prado

  • 3

    Início da visita ao Hospital Medieval a partir do alçado sul com contextualização da temática de assistência dos hospitais medievais e albergarias e da Irmandade do Espírito Santo de Sesimbra; organização das valências e funcionamento do hospital com menção às entradas para o mesmo, sala das chaminés e grafitos; eventual menção à coleção de moedas.

  • 4

    Zona dos leitos e início da exposição de arqueologia.

  • 5

    Aposentos dos hospitaleiros e continuação da exposição de arqueologia;

  • 6

    Fim da visita com tempo para eventuais esclarecimentos.



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