23 maio 2020

Samuel Úria

Cineteatro Municipal

Samuel Úria

Música

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Samuel Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de "roque enrole".

Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Úria tem ganho notoriedade desde 2008, altura em que, entre edições caseiras e concertos em que apenas se acompanhava pela guitarra acústica, se deu a conhecer. Singular na língua materna, singular nas melodias e singular na relação com o público, que o consagrou como o mais interessante cantautor do século XXI português.

E eis que já passou uma década desde O Caminho Ferroviário Estreito, o primeiro registo oficial de Samuel Úria, à data disponibilizado pela emergente FlorCaveira, mas que só a edição do EP Em Bruto, em 2008, revelou ao grande público. Se em O Caminho Ferroviário Estreito, o nomadismo de Samuel Úria, consequência da sua atividade itinerante de professor de educação visual se fazia sentir, já em Em Bruto despontavam canções como Barbarella e Barba Rala ou Teimoso.

Nem Lhe Tocava surgiu em 2009, recuperando algumas das gravações de Em Bruto e confirmando as expectativas fundadamente criadas em torno das primeiras gravações de Samuel Úria. Ainda nesse ano, escreveu e gravou, num só dia, um disco inteiro em sua casa. A composição e registo das músicas foi filmada e transmitida em direto pela internet, enquanto os espectadores forneciam sugestões via e-mail. O resultado foi o disco A Descondecoração de Samuel Úria, lançado um ano depois.

Samuel Úria publicou em 2013 O Grande Medo do Pequeno Mundo, uma verdadeira jewel-case (leia-se “caixa de jóias”) em que o talento do “trovador de patilhas”, como é frequentemente intitulado, convive com um conjunto de participações de nomes aparentemente tão distantes como Manel Cruz, Márcia, António Zambujo ou Miguel Araújo, entre outros, que a música e as palavras de Samuel Úria aproximaram.

Em 2016, Carga de Ombro, disco bastante diversificado, conquistou os lugares cimeiros do que melhor e mais interessante se vai produzindo. Já em 2017, o vídeo de animação para o tema É Preciso Que Eu Diminua, realizado por Pedro Serrazina, ganhou o prémio da Monstra. Em 2018, na celebração da edição em vinil da sua discografia, produziu em parceria com Miguel Ferreira o mini-álbum Marcha Atroz.

A não perder, no dia 23 de maio, sábado, às 21.30h.

Bilhetes à venda.


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